28 de novembro de 2014

Consultoria em aleitamento materno




Gente hoje venho com um post para informar vocês! Sou formada em Nutrição a 5 anos, e tenho cursos de Aperfeiçoamento em Nutrição Materno Infantil, Aperfeiçoamento em Aleitamento Materno e o curso de Aconselhamento em Aleitamento Materno da OMS (Organização Mundial da Saúde). Desde que me formei como Doula a 4 anos tenho a oportunidade de preparar futuras mães para o momento tão esperado e novo que é amamentar um filho. Também pude atender e apoiar muitas mulheres que enfrentaram dificuldades na amamentação e não queriam desistir do sonho de amamentar seu bebê. Se você, mãe, está enfrentando dificuldades com amamentação, não deixe de buscar ajuda com um profissional da área. Certifique se de que ele tem informações corretas da OMS e experiência, peça apoio da família e não desista. Eu atendo em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre. Para sua comodidade vou até seu domicílio. Qualquer duvida ou dificuldade me contate e agende uma visita. Amamente com prazer e não com dor!

Valerá muito a pena!!! 

Telefone para contato 84236468.




21 de novembro de 2014

Relato de parto domiciliar da Analu e nascimento do Joaquim

Colocar as primeiras palavras sobre um evento que mudou minha vida totalmente, é emocionante demais. Colocar cada palavra aqui vai ser um misto de alegria e saudade, mas também lembranças tristes e de superação. Vou começar pelo comecinho, quando vi as 2 listras no teste de farmácia e minha vida deu uma guinada de 180 graus. Fiquei radiante ao ver o positivo pois estava saindo de um luto, uma perda de 7 meses. Na verdade engravidei na época que estaria parindo meu outro filho, a emoção bateu forte. Logo fizemos uma ecografia e la estava o embriãozinho de +/- 6 semanas, e tudo estava indo bem. Não sei bem em que momento me perdi... cai em depressão profunda (ai já começavam os ensinamentos que eu tinha que aprender, profundos e transformadores), foram dias tristes, de muito sofrimento e aprendizado, mas por causa do amor da minha família e apoio de amigos, fui conseguindo sair aos poucos dessa. Logo tudo se normalizou, a felicidade e amor imperavam em minha casa.Os manos eram só alegria e entusiasmo, loucos para conhecer o irmão!

Assim que foi possível voltei a praticar Yoga e assim foi quase toda a gestação. A prática me acalmava, me dava equilíbrio e tranquilidade, e me fez adquirir um pouco mais de autoconhecimento. Fui fundamental na minha gestação.


Depois de muito pensar, avaliar as opções que tínhamos, tomamos nossa decisão quanto a equipe. Começamos o pré natal com o obstetra Ricardo Jones e com a enfermeira Neusa Jones, ambos se mostraram muito atenciosos e logo falamos de nossa intensão de realizar o parto em casa. Dados os valores, saímos de lá decididos a levantar este dinheiro. Minha doula já estava eleita desde a gestação anterior, seria minha amiga querida Juliana Pena, a qual temos uma relação muito sincera, verdadeira. 

Cheguei em casa depois da consulta pensando em várias formas de juntar a grana. Comecei a tentar vender meus produtos mais e mais. Tive a ideia da vakinha com doações espontâneas a causa, fiz 2 rifas, tive ajuda de amigas com mais rifas e promoções. Embora com muitas pessoas ajudando, e eu economizando daqui e dali, não teria conseguido a grana sem a ajuda de pessoas mais que especiais e que AGRADEÇO ETERNAMENTE! Vocês moram no meu coração! TODOS que nos auxiliaram de alguma forma são muito especiais para mim!

Em novembro decidi fazer o Chá de Bençãos do Joaquim. Convidei minhas "douladas" queridas e amigas com seus companheiros, além de é claro, minha doula. A energia do dia era maravilhosa, me senti mimada, paparicada e amada por todos. Depois Juliana, minha doula fez um ritualzinho, onde cada pessoa abençoava a mim e ao Kim. Foi emocionante demais. Depois todas as mulheres fizeram um circulo em minha volta, depositando toda energia ancestral. Realmente foi um dia maravilhoso!

Circulo de mulheres

Depois do comecinho difícil, o final foi um pouco angustiante e triste devido meu marido ter ido trabalhar em outra cidade por 3 meses (mesmo ele viajando para casa todos os dias, mal nos falávamos e o estresse era grande, pouco conseguíamos nos conectar), além das reformas que apareceram de última hora e que deveriam ser feitas. E tinha o calor aqui do Sul de 50 graus que tornavam os dias cansativos e desgastantes. Mas vamos lá! Tínhamos que seguir e me obriguei a me acalmar e concentrar na chegada do pequeno, no meio de toda a bagunça. E assim coloquei uma rotina de ouvir musicas que me tocavam a alma, dançar muito, rebolar na bola, ler partos, ver partos, meditar, me recolher em mim mesma, me ouvir... Meu marido e eu fizemos uma aula de Yoga juntos para resgatar nossa intimidade, nossa conexão e foi uma delicia.

Yoga



Nas consultas com Ric e Zeza tudo corria bem e se encaminhava tranquilamente! Com 36 semanas, na Lua Cheia, senti muitas contrações, cheguei a pensar que Joaquim viria ali (até a avisei minha doula e meu obstetra), e meus planos de parir em casa iriam por terra (parto domiciliar a partir de 38 semanas disse meu obstetra, senão seria no hospital), mas não passou de um ensaio do pequeno e tudo se acalmou depois. Quando estava com 39 semanas comecei a sentir contrações novamente. Elas vinham a cada 2 – 1 hora, e as vezes menos. Mas eu tinha colocado na minha cabeça que até resolver tudo, reforma, marido e calor, eu não iria parir. Queria estar segura e tranquila. E assim foi, depois que a reforma acabou, meu marido não precisava mais ir a outra cidade, e o calor tava dando uma trégua (continuava quente, mas já dava pra ficar na rua) as contrações começaram a vir a cada 1 hora, baixando para 30 minutos.

Fazendo um bolinho delicia!

Bê extravasando a ansiedade

Nós!

Fiquei assim por 10 dias, em pródromos, me preparando. Dia 17 de fevereiro, começou a sair o tampão, comemorei!! Fui fazer um bolo com minha filha Sofia, enquanto Bê comemorava no xbox, rs, e depois tirei fotinhos da barriga me despedindo. No dia 18 recebo a notícia da minha doula de que uma amiga minha, Andrea (que também tinha como equipe Zeza, Ric e Ju) estava em trabalho de parto! Eu vibrei de alegria por ela, tínhamos DPPs perto e tínhamos medo de entrar juntas em trabalho de parto, mas o Universo trabalha por meios incríveis, é sábio!

O tampão...

Dia 19 pela manhã saiu o resto do tampão, e eu fiquei aguardando, ansiosa, notícias da Andrea, como ela estava, se já havia parido. Meu cachorro Marley ficou grudado em mim o tempo todo, sabendo o que viria. E neste mesmo dia, na hora do nosso cafezão noturno, as contrações que já estavam a cada 30 minutos, diminuíram de intervalo e ficaram mais doloridas. Então, Ju me avisou por mensagem que Andréa havia parido e que estava indo para casa descansar, e que se mudasse algo que eu a avisasse. Parecia que era só isso que faltava para Joaquim decidir vir de uma vez. Sincronia perfeita! 

Cada contração vinha dolorida e o intervalo estava entre 20- 15 minutos, as vezes menos. Fiquei com pena de avisar minha doula que arressem havia chegado em casa, mas meu marido pensou que fosse melhor e avisou. E eu fui tomar um banho demorado e barulhento, vocalizando e me agachando muito. Meus filhos, Bernardo e Sofia, não conseguiam dormir devido os mantras da mamãe, rs, mas depois de um tempinho caíram no sono. Não consigo colocar horários aqui, mas creio que já era perto das 23 hs. Meu marido foi organizando as coisas, arrumando o quarto, inflando a banheira e esquentando a água. Ele estava entusiasmado, e se eu tinha dúvidas que o parto ia engrenar dessa vez, ele tinha certeza!

Meu altar!

Meu cantinho pronto!



 Me lembro de estar no chuveiro quando minha doula chegou. E depois de um tempo sai do chuveiro e fui para o quarto, que estava lindo com rosas vermelhas e a meia luz, a banheira já inflada e meu marido enchendo ela. Me perdi no tempo, me perdi em mim mesma... Cada contração era uma alegria! Poder viver o trabalho de parto na minha casa me deixava em paz, segura! Fui, me soltei, me despi, me entreguei aquele momento como nunca imaginei que conseguiria fazer.  Meu quarto vibrava AMOR e PAZ. Senti a presença de todas mulheres, minhas ancestrais ali, foi mágico, poderoso! Chamava meu filho em vários momentos, me lembro do meu marido em alguns momentos comigo, de mãos dadas, em outros minha doula me massageando, me oferecendo florais, me dando conforto, me lembrando que eu estava muito bem ... 

Apoio, carinho...

Mãos maravilhosas e água relaxante...


Me lembro em um momento que comecei a sentir vontade de fazer cocô, uma pressão e pensei “esta próximo!” ...Viveria mil vezes, mil vezes este momento, tudo igual, sem mudar nada ... Não sei quando, Ricardo e Zeza foram avisados, e ouvi que eles estavam chegando. Pela primeira vez temi, pensei “ e se eu não estivesse tão avançada, e se estivesse no começo ainda, e se eu travasse?”. Neste momento senti que as contrações aumentaram de intensidade, estavam diferentes, mas não tinha me dado conta do porquê.

Ric e Zeza chegam ... 9 cm!                                 

Fui para a banheira, sai da banheira, e nada estava bom. Claro que passou pela cabeça que uma analgesia naquele momento seria uma boa, rs, mas sabia que logo acabaria. Bateu o momento desespero “o que faço? Pra onde corro? Que posição?” e então Ric e Zeza chegam. Falei qualquer coisa do tipo "Ai Zeza, não consigo" ou "não estou aguentando" e ela me encoraja dizendo palavras de apoio. Ric pede para eu deitar , escuta o coraçãozinho do Joaquim (batia vigorosamente) e então ocorre o primeiro e único exame de toque.... 9 cm!!! Um rebordinho só! Por isso a sensação de perdida, por isso as contrações mudaram. Eu estava no expulsivo! Zeza  junto com a Juliana me apoiavam e encorajavam. Soube que Ric estava lá, porque ele as vezes falava algo, se não nem ia me lembrar dele ali, rs (O Homem de Vidro). Mas ele já estava filmando e fotografando tudinho! Fui para a bola, depois sentei na banqueta de parto, e ali percebi que Joaquim estava descendo. As contrações eram muito intensas, mas eu vocalizava, não tinha como não faze-lo. Decidi ir para a piscina e lá fiquei.


Joaquim estava descendo...

Água, ótimo para diminuir o desconforto!

Cada contração era mais um pouco perto do meu filho. Nisso já estávamos com o Sol raiando, trazendo boas novas. Meus filhos acordaram, foram me ver e ficaram quietinhos na sala assistindo TV, aguardando o maninho chegar. E depois de mais ou menos 1 hora, coloco a mão e sinto os cabelos do Kim... Não acreditei, ele realmente estava chegando. Meu marido já estava na piscina me segurando por trás. Juliana ao meu lado segurando minha mão! Aquela mão...como me marcou, como me fortaleceu a energia da Ju naquele momento. Me lembro que em um momento ela soltou minha mão e eu imediatamente a chamei de volta, era como se uma conexão tivesse se desfeito, como se eu recebesse energia através das mãos da minha doula. Foi muito interessante sentir isso. E tenho certeza que nossas ancestrais estavam através dela me dando a energia que tanto precisava!

As contrações que vinham agora eram poderosas, fortes, doloridas, e eu era só um instrumento de passagem do meu bebê, força eu nem fazia, era somente o poder das contrações ali. Senti a cabeça coroando, aos poucos abrindo passagem, a ardência era grande, até que a cabeça saiu... Nem acreditei! Momentos depois mais uma contração poderosa, e pensei “será que eu serei boa mãe para esta criança?” e ai sai o corpinho do Kim com força para a água, direto para as mãos da minha parteira querida. Agarrei minha cria não acreditando que ele estava ali, nos meus braços, dando um chorinho gostoso. A emoção era grande, Bê e Fifi vieram conhecer o maninho, deslumbrados! Escuto meu marido e doula chorando, emocionados. Papai fazia uns carinhos no filhote. E ali na água ficamos um tempinho nos namorando, nos reconhecendo... Meu corpo todo vibrava, era como se eu estivesse em um mundo paralelo, perfeito, ideal! A dúvida se dissipou da minha mente, era para ser assim, para estarmos todos ali, eu era a MÃE daquela criança. Nós teríamos nossas batalhas para enfrentar, mas seria assim, juntos, com Fé e força.

Bebê coroando...
Em meus braços... Meu presentinho!

Perfeito!

Maninhos babando
Depois fui para a cama e a placenta nasceu logo em seguida. Joaquim ficou ainda um tempinho ligado a ela para depois o papai cortar o cordão, que  estava limpinho! Todo sangue estava com seu dono. Agradeci a árvore da vida por ter nutrido meu filho por 41 semanas e 1 dia. Zeza teve que dar uns pontinhos na laceração que tive. Fiquei um pouco chateada, mas depois aceitei. Depois tivemos a deliciosa surpresa, o mocinho havia nascido com 4140 gramas e 53 cm, enorme!!! Kim quis mamar depois de um tempinho e mamou bastante. Então avisamos a vovó Maria que veio correndo ver o neto recém nascido, estava babando e feliz por tudo ter dado certo.

Papai desligando Kim da placenta

Árvore da Vida

Mamando

Vovó corujando
Com tudo calmo Ric e Zeza se despediram e foram atender outro parto. A fome bateu e pedi para Ju fazer uma batida nutritiva para mim, que estava muito gostosa. Joaquim caiu no sono gostoso. Mais tarde Ju também se despede e ficamos nós 5 lá, juntinhos, o amor estava no ar embriagando a todos. Quando me senti capaz fui tomar um banho revigorante e fiquei pensando em tudo que tinha acontecido. Era real, o sonho aconteceu!

Equipe maravilhosa, fundamental!

Juliana, nossa doula amada!

Até hoje, 7 meses depois, me lembro da atmosfera da minha casa, do que senti, do que vivi! Sou grata ao Universo por ter tido a oportunidade de viver um parto pleno, respeitoso e amoroso. Desejo tudo o que vivi a todas as mulheres. Parir é lindo, transformador, embriagante. E tudo que estou vivendo hoje é fruto deste momento, e me foi dada a oportunidade de fazer transformações internas profundas, para me tornar um Ser pleno, mais feliz e mais capaz.

Nossos 3 anjos!
  
AMOR!!!!

Gratidão Roberto por estar ao meu lado, sempre tendo da minha capacidade ancestral de parir, e por me dar tanta segurança neste momento. TE AMO demais!!

Gratidão a minha mãe por me incentivar e apoiar nas dificuldades, e por acreditar na minha minha capacidade e na capacidade de todas as mulheres de parir.

Gratidão aos meus filhotes por estarem comigo na chegada do irmão e me darem tanto amor.

Gratidão a minha doula querida que sempre acreditou que minha capacidade de parir era nata e que meu filho nasceria sim em casa, do jeito que eu sonhava! Gratidão por ser esta ponte de ligação com minhas ancestrais! Te amo minha irmã!

Gratidão a Zeza pelas suas mãos e energia e Ric por ser de vidro me deixando a vontade, vocês foram essenciais para que tudo terminasse com segurança.

Gratidão à todos vocês que me ajudaram a concretizar este sonho, seja com as doações ou com as palavras de apoio e incentivo.

23 de setembro de 2014

Vídeo: Mini-Aula do Lar Montessori - Prêmios e Castigos

Vamos maternar o futuro? Aprender a sermos pais melhores, não criar traumas e comportamentos não saudáveis! Assista este vídeo esclarecedor e tire suas próprias conclusões.


17 de setembro de 2014

DICAS DE LEITURAS

Este Post de hoje é para dar dicas de leituras sobre gestação, partos, nascer e afins:

Memorias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista -  Ricardo Jones - O obstetra mostra no livro um modelo de médicos em colaboração com parteiras, enfermeiras e doulas, apoiando as mulheres enquanto estas reivindicam para si o poder e a majestade do parto.

Entre as orelhas - Histórias de Parto - Ricardo Jones - " O parto e seus mistérios se escondem ao olhar superficial, à analise tímida e ao investigador amedrontado."

Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) - Simone G. Diniz e Ana C. Duarte. Guia prático para usuários que expõe as evidências científicas e as opções para o atendimento ao parto.

Parto com Amor - Em casa, com parteira, na água, no hospital: Histórias de nove mulheres que vivenciaram o parto humanizado / Luciana Benatti e Marcelo Min - Relatos comoventes com fotos de extrema delicadeza e sensibilidade.

Parto Ativo - Guia prático para o parto natural - Janet Balaskas - Os exercícios apresentados neste livro, baseados no Yoga para a gravidez, vão conduzir a mulher aos seus próprios instintos naturais para o trabalho de parto e para o parto

Mulher, Parto e Psicodrama - Vitória Pamplona - Este trabalho pioneiro apresenta a possibilidade de realização de partos criativos, espontâneos e tranqüilos através de uma metodologia de preparação de gestantes que se utiliza de técnicas psicodramáticas. A quebra de tabus como o da dor e do medo do parto coloca uma nova realidade para as mulheres e oferece-lhes uma opção e uma qualidade de vida mais saudáveis. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.

Humanizando Nascimentos e Partos, Daphne Rattner & Belkis Trench - Médicos, psicólogos, pediatras, parteiras e educadores analisam os partos e nascimentos sob uma ótica pouco comum nos dias atuais, privilegiando o aspecto humano numa sociedade dominada pela técnica.  Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.

A Doula no Parto - O papel da acompanhante de parto - Fadynha - O livro traz as informações mais importantes sobre o papel dessas mulheres e técnicas importantes para o seu trabalho. Especialmente recomendado para Doulas.

O Renascimento do parto- Michel Odent - Odent conta como foi sua experiência em assumir a direção do setor de maternidade do hospital da pequena cidade de Pithiviers em Paris.

A Cesariana - Michel Odent - Levantar questões fundamentais como: Por que o índice de cesarianas é de 10% em alguns lugares e de 50% em outros? Por que devemos adotar uma postura diferente em relação às cesarianas sem trabalho de parto, cesarianas com trabalho de parto e cesarianas de emergência? Quais são os primeiros micróbios que entram em contato com o bebê que nasce por cesariana? Quais as conseqüências a longo prazo de nascer por cesariana? O que a mãe e o bebê perdem por não terem um parto vaginal?

Shantala - Massagem para bebês - Frederic Leboyer - Shantala tornou-se um livro famoso em todo mundo, editado em inúmeros países. Além do aspecto científico, Leboyer conciliou poeticamente as explicações da técnica de massagem com a sabedoria milenar de seu uso. Um livro belo e importante para a mãe e o bebê.

Meditações para Gestantes, O guia para uma gravidez saudável, plena e feliz- Fadynha. São apresentadas diversas técnicas que promovem paz e harmonia à gestante e, conseqüentemente, ao seu filho. O livro vem acompanhado de CD com exercícios de mentalização e meditação especiais para a gestante. Ele ensina, passo a passo, a relaxar, a entrar em maior contato com a criança em formação, a conversar com o bebê e a preparar a mãe para o parto da maneira mais tranqüila e positiva. Especialmente recomendado para grávidas.

Yoga para Gestantes - Fadynha - Numa linguagem clara e inteligente, acompanhada de muitas imagens, Fadynha celebra o yoga com sabedoria e intuição, apresentando dezenas de posturas selecionadas ao longo de seus 30 anos de trabalho com gestantes. Especialmente recomendado para grávidas.

Gravidez Natural - Janet Balaskas. Um guia holístico para o seu bem-estar desde a concepção até o parto . O livro aborda de forma clara e muito bem ilustrada as emoções, nutrição, ioga e exercícios, massagem, terapias naturais e cura holística para os desconfortos da gestação. Especialmente recomendado para grávidas.

A Vida do Bebê no útero - Petter Nathanielsz - Como a alimentação e o estado emocional materno influenciam a saúde do bebê por toda a vida.

31 de julho de 2014

Vamos falar sobre Depressão Pós Parto?



Estou há um tempinho querendo escrever este texto (na verdade escrevo ele de pouquinho em pouquinho, quando as crias liberam, (hehe) e queria também compartilhar outro texto com, na minha visão, boas maneiras de se combater a DPP. Depressão pós parto pelo que percebo é meio Tabu. Não falemos para não pegar a doença, ou, isso não existe é frescura da mãe, entre várias outras coisas que se falam sobre. Mas não se fala muito, não se explica o que é, o porquê de acontecer, do que se trata. Não vejo nem em blogs sobre maternidade que acompanho se abordar o assunto, no que ao eu ver é fundamental, faz parte do universo da maternidade para muitas de nós. Já abordei este assunto aqui no blog, quando falei da minha DPP que tive com o meu primeiro filho. Foi triste, mas superado, graças a Deus!

Pois bem, agora passando por outra DPP, há qual me trouxe sentimentos, pensamentos e vivências intensas, e a qual esta praticamente superada (uhuuuuu), toco novamente no assunto. Sim, DPP existe, é chato, não é frescura, tem haver com os hormônios e você experimenta pensamentos que te deixam transtornada, abatida, triste, sem forças, sem rumo, sem esperença em alguns momentos... Em algumas mulheres ela vem com mais força, são os casos que levam a mulher a ter pensamentos de machucar seu bebe. Em outras é uma tristeza pura, uma insegurança, sentimento de incapacidade de cuidar do seu bebê e também vontade de não cuidar do bebê. Muitas vezes acompanhada por medo e ansiedade enormes!
O tratamento para algumas é simplesmente psicoterapia, para outras medicamentos, para outras (no meu caso) medicamento e psicoterapia. Existem tratamentos alternativos, que podem ser feitos junto com os tratamentos convencionais, e que serão abordados no texto que compatilharei a seguir. Além dos tratamentos convencionais, eu faço tratamento com Reiki, florais, e fui liberada do acupunturista há alguns dias (eeeeeeeeh).

Segundo meu psiquiatra, o que aconteceu foi um apanhado de acontecimentos, que me demandaram bastante durante a gestação do Joaquim, junto com o episódio da internação dele com 13 dias de vida no hospital, devido a uma pneumonia (que me pegou totalmente de surpresa, que teria me causado um estresse pós traumático), mais a desregulação hormonal, tudo junto, me abateram muitissimo, me deixando no estado de “trapo humano”. Com 30 dias de vida do Joaquim, comecei a me perceber estranha, muito chorona, abatida, medrosa, com medo de cuidar do meu filho (afinal, como não percebi que ele estava com pneumonia, a culpa e incapcidade eram minhas (era o que eu pensava)),  não conseguia ouvir o chorinho do Kim que entrava em pânico, cheguei a cogitar dar uma mamadeira pra ele para não ouvi-lo chorar seguido e me dar tempo para descansar, enfim... Com os pensamentos de negligenciar meu filho, de não querer troca-lo, amamenta-lo, dar banho, vinha a culpa por ter estes pensamentos, que já aviso, são totalmente involuntários, não são nossos! Claro que cuidava dele, até porque já conhecia o que a doença fazia e tentava seguir em frente, mas era um desafio.
Nesse momento busquei ajuda, fui falar com uma psicóloga, que me encaminhou para o psiquiatra. Comecei com a medicação e nos primeiros dias já senti uma melhora significativa e, junto com a terapia comecei a me sentir aos poucos mais calma, mais segura, mais capaz. Tenho que ressaltar que tive muita ajuda da minha mãe no período “negro”, ela me lembrava de trocá-lo, olhava ele por mim para me deixar descansar algumas vezes no dia (o que me fazia muito bem, a propósito). Sem minha mãe, não sei como teria sido. Com ajuda, compreensão, acolhimento, fica muito mais fácil enfrentar esta doença, e dar tempo ao tempo para que as coisas voltem ao lugar. E acho que foi isso que me desestabilizou também, achar que tinha o CONTROLE de tudo (gente, NÃO controlamos quase nada nessa vida, isso é FATO) e tive que aprender da pior maneira.

Devido a doença me conheci mais a fundo, descobri que não tenho controle de nada, que não tenho culpa de nada, que tenho que ir mais devagar e viver o AGORA, viver o meu presente, a minha maternidade, ESTA maternidade. Se vier uma doença, enfrentamos, se vier um problema, enfrentamos, devemos seguir sempre em frente. Com esta doença encontrei, reafirmei minha Fé! Orações vazias, por obrigação, não é indicativo de Fé, temos que sentir, que creer com o coração. Aprendi a amar, e aprendi que este é um aprendizado diário, que requer foco e disciplina todos os dias, e não é fácil amar. Amar a Si mesmo, com seus defeitos e virtudes. Amar ao próximo, tolerá-lo, respeitá-lo, entende-lo e o mais dificil, não julgá-lo. Aprendi que Viver é um novidade todo dia, tem dias bons e outros não tanto. E que o medo existe, mas que ele não deve nos paralizar, devemos seguir. Como é a sábia mensagem do face: “Vai! E se der medo, vai com medo mesmo!”.

Bom gente, quis deixar este relato aqui para poder dar uma pontinha de Luz, de esperança para aquelas mulheres desesperadas, que não sabem pelo o que estão passando, ou que tem vergonha de se abrir e falar sobre sua doença (não tenham vergonha), ou que estão esperando passar, e não esta passando (busquem ajuda sim!)... Vocês vão conseguir superar isso. A dica que dou é: tentem se conhecer mais, usem essa doença para mergulhar dentro de si e resgatar o que é preciso. Eu acredito em vocês! Tenham Fé!!! E qualquer coisa, deixem uma mensagem que assim que os filhos permitirem, eu respondo (hehehehe).

Beijos Analu
Segue o texto...

45 dicas para vencer a depressão pós parto


Confira as indicações de cinco especialistas em diferentes áreas para superar a vulnerabilidade emocional típica do período

O que é a depressão pós-parto?

Após o nascimento de seu filho, muitas mulheres sentem-se mais instáveis emocionalmente. Elas podem sentir-se tristes, preocupadas ou enraivecidas. Esse fenômeno é chamado de melancolia pós-parto, sendo leve e transitório (dura até uma semana).

A depressão pós-parto dura mais tempo e os sintomas são mais graves. Entre 10% e 20% das mulheres acabam desenvolvendo formas mais graves, principalmente as mães mais jovens.

Como ocorre esse tipo de depressão?

A depressão pós-parto pode ocorrer dentro de alguns dias ou semanas após o parto ou após a ocorrência de um aborto. Para 60% das mulheres, esse é o primeiro episódio depressivo de suas vidas. Enquanto as alterações hormonais características dessa fase parecem desempenhar um papel, a totalidade das causas desse fenômeno não é conhecida.

Os fatores de risco que aumentam a chance de desenvolvimento de depressão pós-parto são:

História familiar de depressão, principalmente se essa ocorreu após a gestação; 
História de depressão após gestação prévia; 
História de depressão no passado, em qualquer época da vida; 
Vivência de relacionamento difícil ou muito estressante; 
Dar à luz um filho com problema de saúde ou que chore frequentemente; 
Ocorrência de aborto ou nascimento de bebê morto. 
Gravidez não-desejada. 
Quais os sintomas da depressão pós-parto?

Além da sensação de tristeza e do desinteresse pelas atividades normais do dia-a-dia, os seguintes sintomas caracterizam esse tipo de depressão:

Sensação de incapacidade ou falta de vontade de cuidar do filho; 
Ter pensamentos freqüentes sobre coisas ruins que podem acontecer com a criança, ou sensação de que vai machucar o filho; 
Irritabilidade; 
Apresentar problemas com o sono: em excesso ou insônia; 
Sensação de cansaço extremo relacionado a atividades diárias, como tomar banho e lavar a louça; 
Redução ou aumento excessivo do apetite; 
Sentir-se cansada e sem energia; 
Redução do desejo sexual; 
Sentir-se sem valor; 
Sensação de culpa; 
Problemas de concentração e de memória; 
Sentir-se desolada ou simplesmente não se preocupar com nada; 
Dor inexplicada nas costas ou no abdome, dores de cabeça; 
Sensação de que nunca vai melhorar. 
Algumas pacientes ficam bastante ansiosas, apresentam alucinações ou ilusões. Se a pessoa desenvolve alucinações (escuta vozes ou sons, ou vê coisas que não existem) ou ilusões (interpretação errônea da realidade), o transtorno é chamado de psicose pós-parto.

Como é feito o diagnóstico?

O médico assistente ou um profissional de saúde mental pode definir se os sintomas são devidos a um quadro de depressão pós-parto. Pode ser necessária a realização de alguns exames, para avaliar a presença de desequilíbrios hormonais. No entanto, não existem exames capazes de diagnosticar a depressão pós-parto.

Como é feito o tratamento?

Não se deve tentar vencer a depressão pós-parto sozinha, um profissional capacitado pode ajudar. Ela pode ser tratada com sucesso com o emprego de medicamentos, psicoterapia ou ambos.

1) Medicamentos

Vários medicamentos podem ser usados no tratamento da depressão pós-parto. É importante conversar com o médico, para que seja escolhido um medicamento que não afete o aleitamento materno. Esses medicamentos devem ser tomados por um período de três a seis semanas, para que se obtenha benefício total dos mesmos.

2) Psicoterapia

A consulta com um profissional especializado em saúde mental é bastante útil, na abordagem da depressão pós-parto. A terapia pode durar um curto período de tempo ou por vários meses. A terapia cognitivo-comportamental permite à paciente identificar e mudar processos mentais que levam à depressão. A troca dos pensamentos negativos por pensamentos positivos, pode ajudar a melhorar o quadro depressivo.

3) Tratamentos Alternativos e Naturais

Vários produtos naturais foram sugeridos para o tratamento da depressão pós-parto, porém apenas a erva de São João demonstrou benefício, nos estudos já realizados. Deve ser discutido com seu médico a possibilidade de uso dessa medicação, caso você esteja amamentando.

Vários tratamentos alternativos podem ajudar no tratamento da depressão:

Biofeedback: com essa técnica a pessoa aprende a controlar as funções corporais, como a tensão muscular e as ondas cerebrais. Ajuda no controle da ansiedade, da tensão e na melhora da capacidade de concentração. Deve ser empregada apenas em associação à psicoterapia e aos medicamentos. 
Massagem: ajuda a reduzir o estresse, mas não cura a depressão. 
Técnicas de relaxamento: incluem yoga e meditação. Ajudam a controlar os sintomas depressivos. 
Musicoterapia: pode ser útil para algumas mulheres. 
O que fazer para me ajudar ou a quem eu amo?

A manutenção de um estilo de vida saudável é crucial. Tenha uma vida ativa física e socialmente, especialmente com seu parceiro, pois isso é muito importante. Manter um bom padrão de sono e de alimentação é bastante útil. Adquira o hábito de ter alguns momentos curtos de sono durante o dia, já que você terá que passar boa parte da noite acordada cuidando do bebê; isso ajuda a manter seu nível de energia adequado.

Certas dicas para ajudar na prevenção da depressão pós-parto:

Pratique atividade física adequada para sua condição, antes e após o parto; 
Participe de atividades em companhia de seu parceiro e do bebê; 
Converse com familiares e amigos; 
Peça ajuda se sentir algo; 
Evite consumir álcool e cafeína; 
Tenha uma alimentação saudável; 
Mantenha um bom padrão de sono; 
Empregue técnicas de relaxamento, para reduzir o estresse. 
Monica Martinez

Três dias após o nascimento de Gabriel, sua mãe, Ana, começou a ter crises de choro. Num momento, olhava os pezinhos perfeitos do garoto e chorava porque se sentia a mais feliz das mulheres. No outro, se debulhava porque temia não dar conta de criar um filho. A jovem de 28 anos enfrentou esses altos e baixos até que a criança completou 10 dias, quando os sinais de ansiedade desapareceram do mesmo modo como surgiram: do nada.


Na verdade 80% das mulheres que dão à luz têm depressão, em maior ou menor grau. A condição é temporária e não afeta a habilidade de cuidar do nenê. Contudo, se a tristeza imperar por mais de duas semanas, é preciso buscar orientação médica.

Acupunturista
Agulhas ajudam a combater o baixo-astral

Para a medicina chinesa, a depressão é conseqüência de alterações energéticas causadas pela raiva, frustração e mágoa em lidar com a nova situação. Quem dá as dicas para vencer o problema é Paulo Farber, presidente da Associação Brasileira de Medicina Complementar:

1. Não deixe a depressão se instalar. Há muita perda de líquidos durante o parto e é normal a sensação de calor nos dias seguintes. Contudo, se você se sentir mais irritada e ansiosa do que o normal, busque auxílio.

2. Tente uma sessão. A acupuntura é tão eficaz quanto as drogas antidepressivas, sem apresentar efeitos colaterais. É o que garante estudo chinês realizado com mais de 600 pacientes. 

3. Veja-se como mãe. O conflito emocional pode tirar o equilíbrio energético. Se necessário, busque apoio psicoterápico para se sentir mais tranqüila com o novo papel. 

4. Busque auxílio na natureza. Há ervas, como o hipérico, que são antidepressivos naturais e ajudam a superar essa fase. De qualquer forma, antes de usá-las, fale com seu médico. 

5. Pratique exercícios físicos. Sobretudo os realizados ao ar livre. 

6. Refresque-se. Para a medicina chinesa, a depressão pós-parto tem uma relação direta com excesso de calor. Assim, tudo o que esfria o corpo é bom, como chá de menta. 

7. Acerte na alimentação. Vegetais picantes, como agrião e rúcula, tonificam o fígado e diminuem o bloqueio energético. Já cravo, canela e gengibre geram calor. Evite-os. 

8. Hidrate-se bem. Beber bastante água, chás e sucos é importante para repor as perdas energéticas ocorridas durante o parto. 

9. Medite. A prática ajuda a pessoa a se harmonizar.

Ginecologista
Conversa com o médico previne problemas

O obstetra tem um papel fundamental nessa fase da vida da mulher. Ele pode interceder junto aos familiares em diversas situações e ajudá-la a se sentir melhor. Veja aqui os conselhos de Abner Lobão, chefe do setor de Pré-Natal da Universidade Federal de São Paulo:

1. Prepare-se para a alta. A depressão começa a se manifestar cerca de três dias após o nascimento do bebê, o que coincide com a saída da maternidade. Aproveite esses dias para tirar as dúvidas com médicos e enfermeiros. 

2. Informe-se. A tristeza pós-parto desaparece rápido. Saber disso torna mais fácil tolerá-la. 

3. Você não está sozinha. Oito entre dez mulheres têm algum sentimento negativo em relação ao momento pós-parto. Portanto, saiba que seu sentimento não tem nada de anormal. 

4. Sensibilize a família. Se você sentir que não vai dar conta do recado sozinha, não deixe o parceiro e os parentes acharem que se trata de frescura. 

5. Peça socorro. O apoio não está chegando espontaneamente? Converse com o médico e peça que ele explique ao pai da criança ou aos familiares tudo o que você precisa. 

6. Dê atenção ao vestuário. Nada de ficar de camisola o dia todo. Mesmo em casa, use roupas que a deixam feliz consigo mesma. 

7. Olho vivo nos cuidados pessoais. No início você pode não ter tempo para usar todos os cremes, mas preserve os rituais essenciais de beleza. 

8. Providencie ajuda. É importante ter uma ajuda profissional para cuidar do bebê. Não dê uma de supermãe. 

9. Evite a automedicação. Não tome medicamentos de qualquer tipo sem receita. A maioria dos remédios passa para o leite e pode trazer prejuízo ao bebê se tomados sem orientação.

Psiquiatra
Tratamento imediato é bem mais eficaz

Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza: não existe depressão sem cura. Se o distúrbio não estiver deixando a mamãe cuidar do filho, é o momento certo de procurar auxílio médico.

1. Não rotule os sentimentos. Neuras e insatisfações pessoais nem sempre são sinais da depressão. Portanto, fique atenta a suas sensações para não distorcer seus próprios sentimentos. 

2. Procure se tratar na hora certa. O instante adequado é quando a depressão impede as atividades normais. 

3. Identifique os fatores de risco. A predisposição genética é forte, e a gestação, fator desencadeante. Fique atenta se você tiver casos na família. 

4. Previna novos eventos. Quem sofreu de depressão na gravidez anterior tem mais chances de enfrentar a situação novamente. O uso de antidepressivos nos últimos dias da gravidez, desde que utilizados com recomendação médica, evita 100% dos casos. 

5. Use com segurança. A quantidade de antidepressivos que passa para a criança durante a gravidez e após o parto é insignificante, se o tratamento for feito com um profissional especializado. 

6. Gerencie o estresse. Fatores traumáticos podem funcionar como gatilhos para a doença em pessoas predispostas. Mas não entre em paranóia. 

7. Busque o médico certo. O psiquiatra confirma o diagnóstico clínico e inicia a prescrição medicamentosa. Como saber se a dose está certa? Os sintomas devem passar após 25 dias. 

8. Escolha um bom profissional. Peça a recomendação de amigos, parentes ou do médico da família. 

9. Pense positivo. Depressão é ruim, mas não existe caso que não passe, se bem tratado. E mais: a doença pode ser evitada nas próximas gestações. 

Homeopata
É preciso combater o medo e enfrentar os fatos

Para o homeopata Carlos Roberto Brunini, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, a tristeza está ligada à preocupação com a idéia de não dar conta da situação. Tomar contato com a realidade é o melhor remédio contra receios e inseguranças.

1. Prepare-se bem. O acompanhamento prévio com o homeopata ajuda a ter um melhor estado emocional. 

2. Caia na real. Muitas mulheres têm a fantasia de sair do hospital com um filho meigo e comportado. E se espantam ao levar para casa uma criança que chora e não tem hora certa para nada, como são de fato os bebês.

3. Aceite a situação. Não faça de conta que o sentimento de impotência, de achar que não vai conseguir cuidar da criança, não existe. Ele é real. Mas não fique paralisada. Busque saídas. 

4. Resgate suas histórias de sucesso. Uma ótima forma de lidar com a insegurança é se lembrar das situações difíceis que você já superou na vida. 

5. Envolva o parceiro. A responsabilidade da criança não é exclusiva da mãe. O pai precisa participar de todas as atividades. Se ele não conseguir passar essa segurança para você, recorra a um serviço de aconselhamento. 

6. Confie na natureza. Ela é sábia. Você nasceu com tudo o que precisa para lidar com sua cria. Vá com fé! 

7. Conheça a si mesma. Se sabe que é mais insegura do que a média, invista em acompanhamento psicológico com profissionais habilitados. 

8. Simule situações. Acompanhe o que as outras mães fazem ao lidar com assaduras, cólicas e fraldas. 

9. Marque consulta com o pediatra. Não espere os 15 dias de praxe para fazer todas as perguntas que você tem na cabeça. Agende agora um encontro com o especialista em crianças.

Nutricionista
Alimentos certos dão a energia necessária

A nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional, explica como compor a alimentação para minimizar os desconfortos. 

1. Coma carboidratos. Pães, massas e cereais aumentam no cérebro a entrada de triptofano, transformado pelo organismo em serotonina, uma substância calmante. 

2. Modere no açúcar. A sacarose causa a liberação de endorfinas, que se relacionam ao bem-estar, o que explicaria a tendência de consumir doces nos períodos de estresse. Não abuse, pois em excesso o efeito pode ser contrário! Uma pequena porção diária, como 30 g de chocolate, basta. 

3. Fracione as refeições. Um cardápio saudável, distribuído em café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar, aumenta a disposição.

4. Fuja das gorduras. Alimentos com alto teor de gordura são de difícil digestão, dando indisposição e moleza. 

5. Evite os estimulantes. Álcool, bebidas com cafeína e cigarros contêm substâncias que podem aumentar a sensação de nervosismo. Prefira chá de ervas, leite desnatado ou suco. 

6. Inclua maracujá na dieta. Além de ser fonte de minerais como cálcio, ferro e fósforo, vitaminas A e C, a fruta possui propriedades sedativas. 

7. Aposte nas proteínas. Frango, peixe, carne vermelha, ovos, leite e derivados, como iogurte e queijos, são importantes para a produção do leite materno e possuem triptofano, substância que melhora o humor. 

8. Abra alas para frutas e sucos. Fontes de vitaminas e minerais, eles são importantes para o bom funcionamento do organismo. 

9. Abuse dos líquidos. Água-de-coco e suco de frutas natural fazem o intestino funcionar melhor

Fonte do texto: http://cantinhodamamaeamandica.blogspot.com.br/2009/07/45-dicas-para-vencer-depressao-pos.html